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Retrato da população branca, negra, parda, amarela e índia do Brasil

Levantamento inédito feito a partir da Rais 2006 confirma a diferença salarial e de nível de escolaridade entre homens e mulheres, negros e brancos

Foto: Renato Alves

Ministro Carlos Lupi durante divulgaçao do relatorio da rais variavel raça cor.

Dados da RAIS

Ministro Carlos Lupi durante divulgaçao dos dados sobre
gênero, raça e etnia

 

Brasília, 13/05/2008 - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, apresentou nesta terça-feira (13) um levantamento inédito sobre variação Gênero, Raça e Cor no país obtido a partir da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2006.

Segundo a pesquisa, 3,22%  dos 27,7 milhões de trabalhadores com vínculo de emprego celetista não declararam a sua cor a suas empresas, 64,43% se apresentaram como brancos, 26,43% pardos e 5,13% negros. O número de indígenas é de 1,07%.

O elevado percentual dos que não informaram a cor e o baixo índice de cidadãos que se assumiram negros refletem, na avaliação do ministro, a falta de conscientização dos brasileiros, especialmente dos afrodescendentes, sobre a definição pública da própria raça. "O medo da discriminação obriga muita gente a não definir sua raça. Muitos não se assumem como negros", avaliou Lupi.

O estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta terça-feira confirma a teoria do ministro. Pelas estimativas da entidade, ainda este ano a população de negros no Brasil se iguala a de brancos. Em 1976, eram 40% de negros e 57% de brancos; em 2010 a projeção é de que a taxa de negros e pardos ultrapasse a de brancos.

Pelo que foi apurado a partir de dados da Rais, o nível de escolaridade médio completo é aquele em que há maior representatividade dos trabalhadores de todas as raças, com 36,86% para os pardos, 35,74% para os brancos e 30,65% para os pretos.

No caso dos homens, as participações foram de 32,18% para os vínculos declarados como brancos, 31,71% para os pardos e 26,27% para aqueles de cor preta, sendo o mesmo percentual  de 41,52% para as trabalhadoras classificadas como brancas e pretas e de 47,79% como pardas.

No nível superior completo, esse diferencial se amplia. Os assalariados brancos celetistas respondiam pela participação de 12,12%, sobre uma representatividade de 2,97% para os negros e  5,50% para os pardos.

As mulheres apresentam uma participação maior que a dos homens nos níveis de escolaridade mais elevados a partir do ensino médio completo e inferior nos estratos de escolaridade abaixo desse nível.

Tomando como referência o nível de escolaridade superior completo e  considerando o gênero feminino, verifica-se que a mulher apresenta uma maior representatividade (mulheres: 14,23%; homens: 7,62%).

Rendimentos - Os rendimentos médios dos vínculos empregatícios da raça/cor branca são 57,7% superiores aos percebidos por aqueles classificados como negros e 47,8% para aqueles declarados como pardos.

No caso da força de trabalho feminina, os rendimentos médios das trabalhadoras brancas são 55,1% acima das assalariadas negras e 40,8% pelas assalariadas pardas.

Os rendimentos dos homens com a escolaridade de nível superior sobre  os das mulheres nesse mesmo nível de escolaridade atinge a proporção de 154% a mais no caso das mulheres negras, 140% no caso das mulheres pardas e 81% para as mulheres brancas.

Entre analfabetos, o diferencial se reduz. No caso dos homens brancos é 28,27% sobre mulheres da mesma raça/cor, 41,98% sobre as pretas e de 41,39% para aquelas declaradas como pardas.

Mais informações:
- 120 anos após abolição, escravidão ainda é uma triste realidade em alguns locais do país
- Criada a Comissão de combate à discriminação  

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